Nas últimas semanas, a cidade de Igrejinha viu-se diante de um enigma preocupante: três macacos Bugios foram encontrados sem vida, desencadeando uma ação imediata da equipe de Vigilância Ambiental em Saúde. Com o apoio do Estado, a equipe realizou a coleta de materiais biológicos para análise laboratorial, buscando esclarecer a possível relação com a febre amarela silvestre.
Os resultados dos exames preliminares foram negativos, mas as autoridades de saúde alertam que os casos continuam em investigação, destacando a complexidade e a importância de elucidar a causa dessas mortes.
A febre amarela, uma doença infecciosa febril aguda, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves, é transmitida ao homem e aos macacos pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, Haemagogus e Sabethes, e possui dois ciclos de transmissão: o silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. Entre os sintomas, estão:
- Febre
- Calafrios
- Dor de cabeça
- Dor nas costas
- Dores musculares
- Mal-estar generalizado
- Náuseas
- Vômitos
É importante ressaltar que os macacos não transmitem a doença; eles desempenham um papel vital como “sentinelas”, auxiliando na identificação da presença do vírus em determinada região e alertando para a adoção de medidas de proteção pela população. Estas incluem a eliminação de criadouros de mosquitos, o uso de repelentes e a vacinação contra a febre amarela.
A equipe de Vigilância Ambiental em Saúde enfatiza que os macacos não devem ser capturados ou machucados. Pelo contrário, eles são essenciais para a vigilância da febre amarela e a proteção da população. Em caso de encontrar algum animal doente, ferido ou morto, a orientação é evitar o contato e comunicar imediatamente à equipe de Vigilância Ambiental em Saúde de Igrejinha para investigação e providências.
Para mais informações e relatos de casos, a população pode entrar em contato com a Vigilância Ambiental em Saúde, cujo endereço fica na Av. Pres. Castelo Branco, nº 400 – Centro, e o telefone é (51) 3545-1192. As autoridades reforçam a importância da colaboração de todos para lidar com essa situação de forma eficaz, promovendo a saúde pública e a preservação da vida selvagem na região.
Vacina
A vacina, disponibilizada gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS), pode ser feita em Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.
Crianças devem tomar a primeira dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. A recomendação de vacinação em dose única, de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações, vai dos 5 aos 59 anos. Idosos, gestantes e pessoas com comorbidades devem receber avaliação de risco e benefício prévia à vacinação junto ao profissional de saúde da unidade.

