Cinco Restaurantes em Gramado são alvo de investigação da Polícia Civil na Operação Komendador com suspeita de lavagem de dinheiro

O salto de patrimônio exibido por um homem que entregava panfletos promovendo restaurantes no centro de Gramado, e, que de repente, passou a administrar cinco destes comércios em área nobre fez nascer a investigação que embasa a Operação Komendador, deflagrada na manhã desta sexta-feira (22), em Gramado.

Para a Polícia Civil, os negócios estariam sendo usados para lavar dinheiro do crime organizado.

Pelo menos cinco restaurantes foram alvo de mandados de busca e apreensão: Komendador, Casa Galo (em Gramado e no Litoral Norte), Condado e Contemporâneo. Os cinco estabelecimentos estariam sob a administração do grupo suspeito. Policiais também fazem buscas na filial do Casa Galo em Xangri-lá e em uma casa em condomínio de alto padrão em Capão da Canoa.

Há suspeitas que foram investistidos entre R$ 2 e R$ 5 milhões para alavancar os comércios, além de adquirir veículos de luxo – apenas dois deles somam em torno de R$ 2 milhõesSegundo a polícia, os investimentos estariam muito acima da capacidade econômica do suspeito, que começou a progredir financeiramente depois de passar pelo sistema prisional, onde foi acolhido por membros da facção investigada.

A investigação é da 2ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (2ª DPRI), com sede em Gramado, em conjunto com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Lavagem de Dinheiro do do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

— O objetivo é reprimir o branqueamento de capitais (processo utilizado por criminosos para encobrir a origem ilegal dos seus ativos) no ramo gastronômico, pois isso traz prejuízos aos empresários do setor, que atuam com esforço e dedicação para ofertar serviços de excelência. Não podemos tolerar que organização criminosa lance seus tentáculos em atividade econômica tão relevante para o turismo da região, considerada um dos principais destinos turísticos do Brasil — destacou o titular da 2ª DPRI, delegado Gustavo Celiberto Barcellos.

Conforme o delegado, a análise bancária indicou movimentações financeiras atípicas por parte do principal investigado.

— Foi possível detectar contas de passagem de valores, com entradas e saídas quase simultâneas. Também há uma situação de um funcionário humilde que teria recebido altos valores na conta — explicou Barcellos.

Um dos objetivos das buscas é recolher documentos que ajudem a entender o funcionamento dos negócios e a identificar quem faz parte da rede de laranjas, pessoas que emprestam seus nomes ou contas bancárias para os criminosos.

O diretor da Divisão de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do Deic, delegado Cassiano Cabral, destacou a estratégia do departamento de expansão operacional em nível estadual:

— Trabalhando pelo enfraquecimento dessas células criminosas no Interior, temos, consequentemente, a fragilização dos comandos na Capital.

Além de 11 mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou a quebra de sigilos bancários, fiscal e bursátil (relacionado com a Bolsa de Valores) e de indisponibilidade de bens de investigados.

Fonte – Portal GZH – ClicRBS

Foto – Policia Civil

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